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Karoline, ex-ajudante de classe e quiromante nas horas vagas. Ex-usuária de botinhas ortopédicas, aparelho de dente e de coluna. Tem uma sobrancelha diferente da outra. Descobriu recentemente os prazeres de um bom cappucino. Sempre diz que essa é a última vez que vai beber. Adora fotos dela mesma (só ainda não encontrou alguém que batesse uma decente). Tinha medo quando via a avó dormindo. Jornalista batendo de frente com o tal de mestrado. Quer voltar para o balé. Sonha em conhecer o mundo, mas Pequeno Príncipe não é seu livro preferido nem seu maior sonho é a paz mundial. Às vezes se sente uma pintura cubista. Quando criança, era capaz de chamar o vento. Fugia de casa pra brincar em balança de farmácia. Adora vinhos, doces, massas, frango assado, farofa, feijoada e sushi. Deixou de ser freira porque achava que elas não podiam comer picolé. Fala demais e tem a impressão que tem mais braços e pernas do que aparenta. Tem um cabelo mais temperamental que a personalidade. Quer homens agrestes para passar no corpo (segundo definição de Kelly Cristina Viana). E tem pernas escandalosamente lindas (mas meu namorado mandou dizer que já tem dono). De resto, under construction.

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Sábado, Novembro 22, 2008

Once Upon a Summertime

Voltei. De coisas que tomaram um tempo necessário trazendo grandes compensações. De altos e baixos que ainda estou a definir o destino. Mas com uma saudade enorme de escrever para mim e para este blog (só espero que as moscas não tenham enjoado da visão de Dietrich e escolhido outra atriz alemã para adorar). Confesso que nesse afastamento tem um bocado de preguiça também, mas ainda não desisti de acreditar que eu ainda tenho emenda. Antes tarde do que nunca, a gente sente aquele formigar na alma pra dizer nem que seja besteira. Estou tentando. Disse para uma pessoa que escreveu uma crônica e pediu a minha opinião que, independente de ser boa ou ruim, uma idéia só vale a pena depois que ela sai da nossa cabeça. Na vida a gente tem que dar a cara a tapa e rir pra não chorar. E mesmo que as coisas não estejam na mais absoluta (e tediosa) perfeição, sinto que a vida tem sido tão generosa e bela que nem mesmo a proximidade das festas de fim de ano vão me abalar. Sinto-me feliz em ser forte e saudável. Em poder ver meu sobrinho crescer e sentir que nossa descendência é o melhor legado que podemos dar ao mundo. Em poder comprar um livro que tanto queria com 50% de desconto. Em voltar a ouvir música, principalmente nos ônibus. Em ter escapado de roubadas envolvendo moradia. Em trabalhar com o que gosto. Em poder fazer planos para o futuro. Em mudar de vida. Em fazer anos. Enfim, estou de volta!



escrito por karoline | 6:31 PM |

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