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Karoline, ex-ajudante de classe e quiromante nas horas vagas. Ex-usuária de botinhas ortopédicas, aparelho de dente e de coluna. Tem uma sobrancelha diferente da outra. Descobriu recentemente os prazeres de um bom cappucino. Sempre diz que essa é a última vez que vai beber. Adora fotos dela mesma (só ainda não encontrou alguém que batesse uma decente). Tinha medo quando via a avó dormindo. Jornalista batendo de frente com o tal de mestrado. Quer voltar para o balé. Sonha em conhecer o mundo, mas Pequeno Príncipe não é seu livro preferido nem seu maior sonho é a paz mundial. Às vezes se sente uma pintura cubista. Quando criança, era capaz de chamar o vento. Fugia de casa pra brincar em balança de farmácia. Adora vinhos, doces, massas, frango assado, farofa, feijoada e sushi. Deixou de ser freira porque achava que elas não podiam comer picolé. Fala demais e tem a impressão que tem mais braços e pernas do que aparenta. Tem um cabelo mais temperamental que a personalidade. Quer homens agrestes para passar no corpo (segundo definição de Kelly Cristina Viana). E tem pernas escandalosamente lindas (mas meu namorado mandou dizer que já tem dono). De resto, under construction.

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Segunda-feira, Junho 04, 2007

Sei lá, eu acho que... sei não!


Passei um bom tempo sem postar. Preguiça, falta de tempo, mas no fundo acho que era falta mesmo do que dizer. Ou talvez seja preciso fazer o que estou fazendo agora: parar de esperar pela tal de inspiração (até porque eu prefiro caras a musas inspiradoras, oras!) e colar meu traseiro flácido na cadeira para escrever alguma coisa. E por falar em flácido... consegui engordar uns seis quilos! Logo agora que eu tinha mandado apertar aquela pantalona preta linda porque ela ameaçava cair em público. Agora isso!



E nem adianta dizer que nem parece que engordei, que ter o tipo físico da modelo esquálida é só para as modelos e que eu sou alta e isso não interfere. O grande problema é que eu me SINTO gorda. Tenho aquela sensação de que tem alguma coisa sobrando em mim na barriga, na perna, na bochecha. Fora que não há nada pior do que sentir que todas as roupas te apertam e incomodam e que o dinheiro da bolsa não dá pra renovar o guarda-roupa. E se não sou do tipo que toma anfetaminas ou faz dietas malucas, também não consigo parar de comer. Mas tudo isso é minha culpa, única e exclusivamente. Não consigo resistir a uma massa, um doce, passo horas sem comer e depois caio de boca em besteira, acho que a comida natural é feita de isopor colorido, passo muito tempo sem beber água... ou seja, tudo o que anula qualquer possibilidade de emagrecimento saudável.

Tudo isso começou quando comecei a morar sozinha. Primeiro que, por uma medida de controle de gastos, tive que dispensar a Carmelita, minha secretária do lar (vai chamar de empregada pra ver o que acontecia!). E não é só o problema de não ter alguém pra fazer seu almoço todo dia: a Carmelita era minha grande companheira, sempre almoçávamos juntas e conversávamos. A questão é que além de perder a pessoa que fazia minhas refeições (o que me força a viver de quentinhas e self-services já que não tenho tempo, saco nem talento para cozinhar), a falta de ter alguém em casa me faz cair de boca na geladeira e passar horas em frente da televisão ou do computador. Um prato cheio, com o perdão do trocadilho!

Poxa, eu não queria ter cinqüenta quilos. Só queria poder me sentir leve de novo pra caber na minha querida pantalona. Também não queria uma receita pra ficar magra em uma semana. Queria ter coragem. E disciplina. Será que um dia eu consigo?



escrito por karoline | 11:18 AM |

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